quinta-feira, 25 de março de 2010

Motivos para odiar uma Mariazinha


Mariazinhas... Desde pequena as encontro por aí: aliciantes e astutas. Tem a perversa mania de aparecer na hora errada. Falam com leveza e simpatia, são espertas, às vezes bonitas, e sempre odiosas.
Pois é, admito que sou daquelas pessoas passionais e suscetíves. Tudo me tange. Leonina, ciumenta e passional. Uma junção explosiva.
Não gosto de quase nada. Mas tenho a terrível necessidade de me sentir amada por tudo o que desperta meu querer.
Aí elas aparecem: as Mariazinhas. Muitas se chamam Joana, Natália, Juliana ou sei lá mais o quê... Mas todas são Mariazinhas!
Aquele tipo de garota que compete sem anunciar batalha (as piores!). Ligam no celular dele quando a gente tá discutindo relação ou fazendo as pazes, esbarram "por acaso" e começam papos intermináveis e dos quais não faço nem idéia. Mandam recados carinhosos e dúbios. Me enlouquecem e ainda são vítimas.
É provável que eu também já tenha sido uma Mariazinha na vida de alguma Flávia por aí. Mariazinhas são inimigos disfarçados em pele de pêssego e com olhos brilhantes. Mariazinhas tem voz suave, e pelo menos por um instante, balançam o coração do cara que a gente gosta.
Pois é, a culpa é sempre delas! Afinal, "ele" é só uma peça... Nunca faria por mal... O cara de quem se gosta é sempre o príncipe encantado, mesmo que caia do cavalo branco enquanto cavalga, ou que não tenha um reino.
Ele me ama! Mesmo que olhe pra alguma maldita Mariazinha por aí, ou fale com ela do jeito que eu gostaria que falasse comigo. Ele é perfeito e cheio de imperfeições (mas isso é outra história, talvez com título de "Joãozinho").

terça-feira, 9 de março de 2010

Era uma vez II



Ela ainda é incógnita. Mas agora tudo soa mais brando... A garoa cessando, a névoa dissipada.
Acordou com sensação de parágrafo inicial. Página de redação com tema livre. E nunca foi tão bom escrever sobre o que quiser: lembranças da casa da "vó", o prato predileto, as últimas férias...
Empacotou todas as frustrações, disse adeus e jogou fora. Até o ar sopra mais leve, e ela sorri com devotada esperança.
Hoje nada vai despertar sonhos mortos. A chefe pode reclamar e vai ser incentivo. A turma pode discordar e vai ser construção pra boas ideias. Até "ele" pode ser formal ao telefone... Vai ser educação.
Ela não vai subentender nada. O que não for claro pode deixar lá no fundo, naufragado.
Hoje ela coloca o vestido mais rodado e o salto mais alto. O cabelo vai solto e os olhos brilhantes.
Parágrafo inicial. Tão bom não ter regras pra primeira frase!

terça-feira, 2 de março de 2010

Quando a gente não lembra de esquecer...

Atenção: conteúdo descaradamente açucarado. Não diga que não avisei.



Esse lance de ir com calma não é pra mim. Me atropelo sempre que tento impor limites ao meu querer.
Quando a gente conversa, me apaixono. Quero me apaixonar. E dane-se.
Tô aqui pra entregar o motivo...

Sempre estive disposta a encarar começos, meios e fins, perdoar, começar de novo e terminar de novo, tantas fossem as vezes necessárias... Só pra ver se algum dia isso dava em alguma coisa diferente de dar em nada.
[Quase] Tudo que você desejasse eu faria. Embora não tenha feito.
Você não desejou? Ou simplesmente não fiz?
Na mesma hora que espero que você morra e desapareça, quero que você me beije daquele jeito que ninguém mais consegue.
Nunca vou compreender porque você é tudo o que eu quero, sou o que você quer, mas isso acaba complicando as coisas, ao invés de resolver.
Acho que temos medo de encarar que tudo isso não passa de nada. Coisa da imaginação, pra gente não parecer tão banal, ficar menos vazio, mais inteiro por amar alguém, ser correspondido e não dar certo. Assim a gente se sente parte do todo, afinal, o mundo tá cheio dessas histórias.
Nem sei se vale a pena inistir. Só não vale tirar da vida o que ela mais gosta de se gabar: seus mistérios.
Apenas prometa que não vai mais prometer o que não puder cumprir. O resto dou um jeito de levar sozinha...
Finalmente tô enxergando que sou igual a todo mundo. É chato, mas acontece. Acabou a convicção de que fui predestinada à felicidade irrestrita.
Acho que no dia em que nasci, meu anjo disse: ‘Sorte pra você, menina. Que você seja louca por chocolate e sua pele continue linda, que tenha os amigos mais amorosos do mundo, que sua família seja um verdadeiro comercial de margarina... Mas você não terá sorte no amor, pra não ficar convencida’.
E aí encontrei você...